Episódios recorrentes de descontrole alimentar, acompanhados de intensa culpa, angústia ou vergonha, configuram uma condição de saúde formal. Conheça a abordagem psiquiátrica focada no equilíbrio da relação com a comida.
O Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA) é uma condição de saúde mental reconhecida pelos manuais diagnósticos internacionais, na qual o indivíduo apresenta episódios frequentes de consumo de grandes volumes de alimento em um curto espaço de tempo, acompanhados de uma nítida sensação subjetiva de perda absoluta de controle sobre o ato de comer.
Diferente dos exageros alimentares casuais (como comer um pouco a mais em celebrações ou finais de semana), na compulsão patológica o comportamento é sucedido por extrema angústia emocional, autopunição, vergonha social e arrependimento, tornando-se um ciclo nocivo e silencioso.
De acordo com as diretrizes clínicas psiquiátricas, os episódios compulsivos costumam apresentar pelo menos três das seguintes características:
O comportamento alimentar inadequado costuma funcionar como um mecanismo de regulação emocional inconsciente. Diante de sentimentos intoleráveis de solidão, ansiedade elevada, estresse crônico de trabalho ou frustração diária, o cérebro busca um "refúgio" químico de bem-estar rápido.
O alimento altamente palatável (rico em açúcares e gorduras simples) ativa de forma instantânea o sistema dopaminérgico de recompensa cerebral, gerando um alívio temporário dos problemas de vida. No entanto, esse efeito é curto, abrindo espaço para a culpa e reiniciando o ciclo compulsivo.
O tratamento ético oferecido pela Dra. Karolayne Lacerda visa desarmar os gatilhos emocionais da compulsão e restabelecer o equilíbrio da relação mente-alimento de forma interdisciplinar:
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